Método Natural de Leitura

Como é do conhecimento de todos os pais que assistiram à reunião do passado dia 10, comuniquei que estava a fazer uma abordagem mista do método global natural e de atividades sugeridas no manual do aluno.

Prometi então que daria algumas indicações sobre como ajudar com este método já que ele é em tudo diferente do método analítico-sintético pelo qual estudámos todos quando aprendemos a ler.

Em primeiro lugar deixem-me fazer um resumo do que é o método natural de leitura.

O Movimento da Escola Moderna (MEM) é uma associação de professores e outros profissionais da educação já com algumas décadas de tradição em Portugal. Reconhecido pela Federação Internacional dos Movimentos da Escola Moderna em 1966, a Associação formalizou-se em 1976, começando a publicar o seu Boletim Escola Moderna em 1978.

O MEM tem por base a pedagogia de Célestin Freinet, um professor francês, que desenvolveu um método natural de aprendizagem, no decurso do seu trabalho como docente do 1.º ciclo, iniciado em 1920.

O método global natural difere dos outros métodos globais de leitura porque tem por base os textos dos próprios alunos. A partir dum texto escolhido na sala, trabalham-se as palavras globalmente, inseridas no texto (por mais pequeno que seja não se lhe chama frase, mas sim texto– e tem um autor o que confere uma maior carga afetiva ao trabalho).

O texto começa por ser memorizado. Sim, não há mal nenhum em memorizar, por isso se pede que sempre que o mesmo texto for copiado, mantenha o formato inicial: se tinha 3 linhas, tem de continuar a ter as mesmas linhas, cada uma acabar na mesma palavra que o texto original.
Depois os nomes- substantivos são retirados e copiados, ilustrados, trabalhados.
O texto é dividido em tiras e posteriormente em palavras que o aluno irá compor de novo em vários suportes: no caderno, no quadro de pregas.
Completam-se textos com lacunas, copia-se, fazem-se perguntas ao autor, um sem número de atividades que se podem relacionar.

Nesta fase não se chega à letra, nem à sílaba. Só à palavra completa.

Ao fim de uns textos, os próprios alunos vão descobrir que há palavras iguais e “bocadinhos” iguais em palavras de vários textos. Os “bocadinhos” são as sílabas, mas lá chegarão depois. Vamos começando a fazer listas de palavras com bocadinhos iguais aos que já conhecemos e desde o primeiro texto, ilustrando o dicionário de parede com as palavras chave de cada texto.

Se a criança não consegue ler uma determinada palavra fora do contexto, levamo-la pacientemente ao texto onde a palavra apareceu originalmente e pedimos-lhe para reler o texto. Paramos na palavra “problema”. Claro que a maioria das crianças vai reconhecer a palavra no texto. É só fazer o transfer para a outra frase.

Este método, como tem por base textos próprios e palavras, unidades com sentido, é bastante bem aceite pelas crianças até porque as atividades que se desenvolvem na sala são divertidas, dinâmicas, interactivas.

Normalmente os alunos constroem um livro com os seus textos ao longo do ano. No caso concreto, iremos articulando o texto de referência com as atividades propostas no manual adotado sempre que possível.

Qualquer dificuldade que os pais sintam, peçam-me ajuda. Estarei sempre disponível.

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